Pato aqui, Pato acolá
10/Agosto/2008
Com milhões de esportes acontecendo simutâneamente, fica difícil, principalmente para alguém com eu, que só acompanha o Brasileirão mesmo, saber o que é bom, insitado, esperado ou não. Então, mesmo acompanhando bastante coisa, fico surpreso é com a seleção brasileira e masculina de futebol (da feminina sei pouco também, então tudo é muito bom, tudo está muito bem).
Adepto do movimento “Dunga, por que no te demites?”, estou gostando de ver a vontade dos jogadores que estão na China. É bonito ver Ronaldinho tentando o drible impossível, o passe inexperado e a jogada inesquecível. Ainda bem que ele sai com dois gols da segunda partida do Brasil no torneio. Mesmo quando o cara não jogava nada, eu o queria no meu time.
Pato aqui
Aliás, o Ronaldinho é titular no Vasco, meu time, com as duas pernas quebradas e fora de forma. E o Pato, então. Muito bom vê-lo chamando os neozelandeses para dançar, depois de fazer o seu mostrando objetividade e a qualidade de um bom centro-avante. Mau para o Sóbis. Ele marcou o quinto do Brasil, mas não é capaz de oferecer metade do espetáculo que o Pato pode apresentar.
Pato acolá
Para os que entendem mais dos outros 99% dos esportes, diferente de mim, o assunto do domingo, dia dos pais, é a desclassificação precoce do João Derly, que brigava por medalha no judô, na categora abaixo dos 66kg. O cara vinha de dois títulos mundiais e perdeu na segunda luta para um zé mané. Para ser mais exato, para um José Manoel, já que o algoz do brasileiro é português (Pedro Dias).
O destaque principal na eliminação fica para o carinho, até excessivo, do narrador da Sportv. Chamou o atleta de Joãozinho, elogiou o rosto de Derly e, depois da desclassificação, e de um silêncio estarrecido do profissional, choramingou, colocando a culpa do ocorrido numa tal “injustiça do esporte”. Tá quase o Galvão em derrota da seleção, justificando o injustificável com o já famoso: não existe mais bobo no futebol mundial.
E já que voltei ao futebol, e que citei profissionais de TV, não dá para não comentar a habilidade do Paulo Vinicius Coelho. O comentarista da ESPN é o único de sua espécie na televisão brasileira. Depois da substituição de Rafinha por Ilsinho na lateral direita, PVC analisou corretamente que o jogador que entrou, por estar jogando no meio em seu clube, na Ucrânia, sempre corta para o meio, diferente do que devia fazer, levar ao fundo.
Outro nível, não? Se fosse qualquer outro da Globo, Band ou Sportv, ia estar lambendo os jogadores brasileiros sem fazer qualquer tipo de análise. Dá-lhe PVC!
Para quem não sabe: recebi a missão de cobrir (mesmo distante) os Jogos de Pequim para o Correio Braziliense – jornal de Brasília, BR.